Algumas palavras:

Para os propósitos desse site, escrever a guia “sobre” é um exercício de lembranças, algumas reverências e a identificação de momentos importantes da jornada até aqui empreendida .

Algumas histórias:

Na década de 50, concentrado em necessidades vitais e encantado com as novidades desse mundo, não conheci quase ninguém fora do circuito familiar. Doutor Jivago e Lolita, por exemplo, são dois ilustres contemporâneos de quem só tive notícias muitos anos mais tarde.

Um pouco mais adiante no tempo, ainda na cidade de Porto Alegre, sul do Brasil, por 13 anos frequentei o que chamávamos afetuosamente pelo nome genérico de colégio. No caso, o Colégio Concórdia.
Era ali que todos os dias, na hora da “chamada”, os amigos e os primeiros livros, esses poderosos construtores de vidas e sonhos, respondiam presente.

Já na década de 70, cursando Engenharia Elétrica, Administração de Empresas e Administração Pública na Universidade Federal do RS, ao contrário de Dunbar, o personagem de Ardil 22 de Joseph Heller que tentava fazer sua vida ser monótona, não havia dois dias iguais. A vida se apresentava em múltiplas cores e amores e os livros, sempre eles, apontavam em todas as direções.

Naqueles dias a Universidade e as leituras entregavam conhecimentos e sonhos e a esquina do Lombas, no cruzamento das avenidas Brasil com Franklin Roosevelt, rodriguianamente mostrava a vida como ela é. Até hoje, em todos meus textos, o observador mais atento encontrará aquela esquina e seus personagens.

Assim como o tempo não anda em linha reta, o espaço, a partir da década de 80, também começa a se desdobrar em diferentes planos: sucessão de empreendimentos, vida pública, engenharia, outras empresas, filhos, política, São Paulo, futebol, empresa pública, consultorias, Shanghai, café, Amsterdam, Brasília, a extinção dos dinossauros e a decisão de escrever.
Contar histórias é consequência.